quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Poder Virtual


Com o surgimento das plataformas virtuais de compartilhamento de conteúdo e interação; E principalmente das mídias sociais; O internauta percebeu que pode se reunir em grupo e discutir assuntos de seu interesse. Neste sentido, estamos inaugurando uma nova era da organização virtual. Uma era de interação consciente. Com foco na solução de problemas através do diálogo. Entendendo que a internet é mais do que mera fonte de informação, espaço de socialização e ferramenta de entretenimento. Mas sim, é um espaço de exercício da democracia e  legitimação do poder coletivo.

J.P.D.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Filosofando


Discutíamos, em uma aula de 'Crítica à Razão Tecnológica', a possibilidade de apropriação das idéias. Segundo o mestre, as idéias existem desde sempre no plano metafísico. Cabe aos homens entendê-las. Mas, não poderia o homem utilizá-las, pelo fato de não serem entes físicos. Entrei na questão fazendo a seguinte observação: 'As idéias podem sim ser fruto de apropriação e serem transformadas em entes físicos através de um processo de materialização'.

Após a discussão inicial, nos foram esclarecidos alguns tópicos do pensamento filosófico platônico. A ideia é metafísica, e assim como o pensamento, o sentimento, a consciência, as emoções e a razão, transcende a phisis. 

De algum modo, um ente físico ou metafísico só é legitimado parte do mundo quando definido pela palavra. É o logos que legitima o ente como existente. Mesmo que, antes disso, já pertença ao universo da existência. 

Segundo os behavioristas, as idéias são frutos da ilusão. Na concepção platônica, existiria um mundo das idéias. O que os behavioristas chamam de mundo ilusório. Ou, até mesmo, inexistente. De algum modo, este plano metafísico, em relação ao físico, pode ser comparado ao espírito em relação ao corpo; Ao software em relação ao hardware; Ao imaginário em relação ao real; Etc.

Apesar de minha posição ser diferente do mestre, insisti que as idéias, como entes pertencentes ao plano metafísico, podem influenciar, moldar, construir, agir sobre e transformar o plano físico. Originando produtos e soluções como consequência direta da técnica e da tecnologia. Enfim, o metafísico atua sobre o físico de forma direta, ou indiretamente. Eis uma concepção inicial do que pode vir a se tornar uma teoria. Contudo este é um assunto a ser trabalhado com o tempo.

J.P.D.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

59ª Feira do Livro de Porto Alegre



A partir da sexta-feira, primeiro de novembro, até o dia dezessete do mesmo mês, ocorre na Praça da Alfândega, no centro da capital gaúcha, a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. A feira se caracteriza por apresentar inúmeras atrações além da comercialização de livros e sessões de autógrafos. Recitais, shows e oficinas são algumas das atividades que reúnem centenas de pessoas todos os dias. 

Este ano serão lançadas duas coletâneas das quais participo. Uma delas é o livro 'Escritos V', cuja a sessão autógrafos se dará no dia cinco de novembro às dezoito horas no Memorial do Rio Grande do Sul. Ocasionalmente, neste dia estarei participando do XII Seminário Internacional da Comunicação na PUCRS, onde apresento alguns trabalhos. A outra obra da qual participo é o livro 'Vozes do Partenon Literário V', cuja a data da sessão de autógrafos será confirmada em breve.

O certo é que escritores, leitores e o povo em geral, estarão presentes neste grande evento pra curtir o melhor da cultura nacional, internacional e global. Pra mim, especialmente como escritor, é uma grande honra participar de uma das mais importantes feiras do livro do Brasil. Para maiores informações sobre o evento, acesse o site oficial: www.feiradolivro-poa.com.br .

J.P.D.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Narcóticos Anônimos


Cheguei hoje em casa, após um treino de academia, liguei a televisão e estava passando uma cena, na novela das nove na Globo, em que o personagem prestava depoimento em um grupo de Alcoólicos Anônimos, e falava da conquista cotidiana da abstinência do álcool. Naquele momento lembrei-me das reuniões do semelhante Grupo de Narcóticos Anônimos, as quais frequentei durante um tempo em Santa Maria e Porto Alegre.

Apesar de não utilizar substância alguma, frequentemente visito as salas de NA. Ouvir os depoimentos dos irmãos de NA me faz hipervalorizar o simples fato de respirar ar puro e cultivar a sobriedade. Enquanto reforço a lembrança de que, até mesmo nas mais infernais adversidades, há casos de superação, redescoberta e libertação. De algum modo, os depoimentos nestes lugares são carregados de experiências ambíguas. De um lado, a conquista dos que alcançam a recuperação, e consequente avanço em outras áreas, através do culto à abstinência e concentração em atividades profissionais, estudos, espiritualidade e prática esportiva. De outro lado, presenciamos a dura realidade dos que ainda lutam pela salvação.

O Narcóticos Anônimos, assim como o AA. é uma irmandade sem fins lucrativos de auto ajuda. Onde a recuperação baseia-se em doze passos primordiais. Além de duas listas chamadas lista do 'evite' e do 'procure', onde estão listadas situações, lugares, pessoas e comportamentos a serem evitados ou investidos. Em todo o mundo, os grupos de AA e NA têm salvo milhares de vidas há décadas. Neste sentido, gostaria de disponibilizar aqui o link do site oficial do NA no Brasil. Se você é, ou conhece algum adicto, acesse o link e recomende o site. Ali estão os endereços dos grupos espalhados em toda parte. No mais, desejo a cada um mais vinte e quatro horas de sobriedade. Libertar-se é possível.

J.P.D.

domingo, 27 de outubro de 2013

Persevere


Acreditar nos sonhos e continuar lutando por eles é a característica das pessoas perseverantes. É natural que nos sintamos mais motivados em lutar ao lado daqueles que nos apoiam. E que nos sintamos mais felizes quando recebemos o sim que tanto almejamos. Saber que há pessoas acreditando em nosso empenho nos move na direção de feitos cada vez maiores. À medida que os pequenos passos são consolidados, avanços maiores se tornam possíveis. Neste sentido vigora a certeza de que há a necessidade de consolidar pequenos passos para que a grande caminhada seja trilhada com sucesso. Assim sendo, é natural que, através da luta cotidiana, consigamos abrir portas (e que tais portas permaneçam abertas) onde somos bem vindos. Perseveremos na luta. E acreditemos em nossos sonhos.

J.P.D.

sábado, 26 de outubro de 2013

Assim disse o som


O vídeo do dia é uma coletânea de pequenos trechos de letras de música. Retratando o gaúcho gaudério e uma mistura de samba e rock'n roll. Bandas como Cascaveletes, Rosa Tatoada, Legião urbana, Planet Hemp, Engenheiros do Hawai e Cachorro Grande, assim como canções de Raul Seixas e outros compositores, foram lembradas. A estória 'nada a ver' é uma improvisação do autor e tem como objetivo uma  abordagem caracterizada por traços de humor misturado a uma reflexão filosófica totalmente viajante.

J.P.D.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Empiristas


O empirismo é a forma como as pessoas comuns, em sua maioria, aprendem o que sabem. Mas é também a forma como boa parte dos estudiosos adquire o conhecimento. É uma forma baseada na aprendizagem pela prática. Aprender pondo a mão na massa. Apesar de ser uma forma popular de aquisição do saber, também é muito utilizada na ciência. Através dos experimentos científicos. Assim como na alquimia e na magia. A melhor forma de adquirir o conhecimento empírico é praticando o saber e superando os desafios do dia-a-dia. Neste sentido, sejamos empiristas desde já.

J.P.D.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Formas de Desenvolvimento


Seguidamente abordo, como tema de meus textos, o desenvolvimento  Assim como a resiliência e a superação de obstáculos. O fato de tocar nestes assuntos deve-se à escolha de vida que venho fazendo nestes anos mais recentes. Independentes de quais sejam os resultados já obtidos, é certo que ainda estou muito longe do que busco como desenvolvimento. Contudo, sei o que busco e pra onde estou indo. E este é o início. Mas de que desenvolvimento estamos falando?

Toda forma de desenvolvimento é bem vinda e aceitável. Seja o desenvolvimento físico ou psicológico; Emocional ou intelectual; Pessoal ou profissional; Espiritual ou material, Entre outros mais. O certo é que, devido ao processo evolutivo, todos alcançamos algum tipo de desenvolvimento. Ou, um conjunto deles.

Neste sentido entram os esforços que cada um faz na direção da evolução. Nos tornarmos pessoas melhores, em algo ou alguma coisa, é dever neste plano. Neste sentido, a partir da aprendizagem empírica é possível mensurar resultados positivos. O desenvolvimento requer tempo e dedicação. Sendo inevitável e certeiro a quem o busca com empenho.

J.P.D.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Leilão do pré-sal


Com o leilão dos Campos de Libra do pré-sal, surgem inúmeras questões a serem debatidas. A primeira delas é a do valor a ser recebido pelo Brasil. Alguns jornais ao redor do mundo traduzem a negociação como uma real 'cagada' do Brasil. Ou como diz uma revista alemã: 'Um tesouro por uma pechincha'.

Levando em consideração o fato de que esta negociação é irreversível. E que não há protesto ou manifestação capaz de mudar isso. Precisamos focar nas consequências diretas e indiretas ao país. Em meio a toda esta ansiedade, surge uma segunda questão, de extrema importância. A questão do investimento dos ganhos e da transparência dos gastos públicos.

Na noite de ontem (segunda-feira 21/10), durante a novela das 21h, a presidente Dilma fez um comunicado na televisão aberta. Colocando as intenções de investimento do capital trilhonário a entrar no Brasil. Investimentos estes que, segundo a presidente, priorizarão a educação e a saúde em primeiro e segundo planos respectivamente.

Se levarmos em consideração que o Brasil é um país onde há altos índices de corrupção e desvio de verba pública, surge o risco do mau uso do capital entrante com a negociação da  extração de óleo nesta região do pré-sal. Neste mesmo contexto surge a necessidade de vigilância do emprego e destino da verba pública.

Neste sentido, cabe a nós, brasileiros, cobrar do governo maiores possibilidades de acompanhamento do uso dos recursos financeiros do Brasil. Divulgando os mecanismos de transparência já existentes e configurando novos mecanismos. E, sobretudo, acompanhando os investimentos reais do  governo nas áreas de destino.

J.P.D.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Sábio Reconhecimento


Por mais corretos e honestos que somos, todos um dia cometemos erros e enganos. A verdadeira maturidade existe quando assumimos nossas posições, reconhecemos as atitudes equivocadas ou precipitadas, e agimos no sentido da construção. 

Errar é uma grande oportunidade de crescer. Mas isto só ocorre quando assumimos e reparamos o erro. Contudo me restrinjo aos erros do impulso. Pois quando podemos pensar duas vezes, é mais sábio evitar decisões precipitadas.


Evitando os erros quando conscientes de nossas decisões. Reconhecendo e reparando quando agimos de forma impulsiva. Ganhamos a grande chance de acertar e evoluir.

J.P.D.

Espaço de Diálogo


A web nos proporciona a oportunidade de falar o que pensamos, quando queremos, sem sermos interrompidos. Possibilitando o surgimento de um espaço de discussão pacífica e cordial. Mesmo através das mais enérgicas e exaltadas participações. Seja nos blogs, vlogs ou plataformas de mídias sociais. Aproveitando este espaço, emerge a participação dos internautas como formadores de opinião e influenciadores ideológicos. Neste sentido é interessante que possamos participar deste movimento de forma ativa. 

J.P.D.

domingo, 20 de outubro de 2013

A evolução dos debates


Segundo o Wikipedia o 'debate é uma discussão entre duas ou mais pessoas que queiram apenas colocar suas ideias em questão ou discordar das demais, sempre tentando prevalecer a sua própria opinião ou sendo convencido pelas opiniões opostas'. Os debates ocorrem cotidianamente nas negociações comerciais, nas discussões políticas, no intercâmbio intelectual, nas relações interpessoais e em quase todo tipo de interação. Percebemos evolução restrita nas formas de debater ao mesmo tempo em que iniciativas são feitas na tentativa de aprimorar a técnica.

Debater em muitos casos significa impor-se. Seja pela persuasão fundamentada, pela manipulação maniqueísta ou pelo grito propriamente dito. Nos debates políticos constatamos atitudes enérgicas na defesa dos respectivos pontos de vista. A provocação nos questionamentos e respostas muitas vezes acarreta atitudes explosivas. Seja nos ataques ideológicos, nas defesas pessoais ou nos contra-ataques à integridade.

Em vista a estes e outros elementos que tornam o debate (nestes moldes) uma forma irracional de discutir, precisamos repensar e reinventar a interação dialógica. Ouvir, levantar o dedo e esperar a vez de falar sempre foi, e continuará sendo, o modo mais civilizado de dialogar em grupo.

Nos debates televisivos notamos esforços de alguns canais de televisão em viabilizar este tipo de discussão. Sem interrupções enquanto cada orador defende a respectiva ideia. Com tempo pra expor ideias, direito à réplica e tréplica.

Neste sentido será interessante avançarmos nesta direção. Seja nas discussões cotianas ou nos debates intelectuais. Os órgãos, instituições e sociedades que aderirem a este modelo certamente estarão à frente daqueles que insistem na forma arcaica de debater.

J.P.D.

sábado, 19 de outubro de 2013

Com todo o gás


Aproveitei o início da noite pra fazer uma caminhada pelos principais bairros boêmios de Porto Alegre. Ou, digamos, os quais ficam perto de onde moro. Me refiro ao Centro Histórico, Bom fim e Cidade Baixa. Reparei que a grande maioria dos frequentadores da noite são jovens de dezoito a trinta e cinco anos. Salvo alguns menores de idade e quarentões que não conseguem, ou não desejam, se libertar da vida boêmia dos bares e pubs. 

De um lado isto remete à diversão, descontração, socialização e recriação. De outro, mostra que uma boa parte dos jovens e adultos extrapola nas noites de fim de semana; E evidentemente utilizam o domingo de manhã pra dormir. Ou seja, preferem exaurir as energias dançando ou bebendo por aí. Pois isto certamente lhes conforta e alegra. 

Os jovens brasileiros começam a beber cada vez mais cedo. Isto é notável e fácil de perceber em uma caminhada rápida por entre os bairros boêmios. Além do álcool, pude perceber cenas de uso explícito de drogas na rua. Drogas como crack, cocaína e maconha são consumidos ao céu aberto nas travessas destes bairros.

Contudo, sabemos que nem todos os quais saem à noite, saem pra se entorpecer. Como exemplo posso citar minha experiência. Ao cruzar estes três bairros, em quase duas horas de caminhada, consumi apenas um cachorro quente e um refrigerante. O que prova que é possível sair cedo e retornar cedo; Com dinheiro no bolso, sóbrio e de cara limpa.

Em meio a estas atitudes, constantemente recebo críticas daqueles que estão aí pra curtir o momento. Estou acostumado a ser chamado de careta pelos loucos da noite. Contudo, como dizem alguns loucos veteranos regenerados: 'Estou em outra vibe'. De algum modo, recebo o apoio e incentivo daqueles que pensam como penso.

Sei que este assunto é polêmico e não cabe aqui me estender muito. Em resumo, posso dizer que em um certo momento da jornada, boa parte dos homens opta por valorizar os momentos de integridade e libertação frente aos prazeres nada construtivos. Valorizando empreitadas mais construtivas, saudáveis e conscientes. Apesar deste ser um ponto de vista pessoal, é uma visão de alguém que já pensou diferente em outros momentos.

O certo é que a evolução tem que ocorrer. Independente de como cada um vê o que chamo de processo evolutivo. Cada um tem o seu respectivo tempo. É natural que a maturidade traga a mudança de comportamento e,consequentemente, transformação da realidade. No mais, desejo uma ótima noite de sono e bons sonhos aos quais optaram por preservar-se no conforto do lar pra iniciar o domingo com todo o gás.

J.P.D.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A louça me espera

Qualquer relação da imagem com a pauta pode ser mero ilusionismo
Estava conversando com uma amiga virtual pouco antes das dezenove horas. Combinávamos uma possível saída noturna, na qual nos conheceríamos pessoalmente após alguns dias de interação mediada pelo Facebook e celular. O plano inicial era conversarmos antes da saída, as vinte uma e trina, aqui mesmo na rede. Contudo, uma obsessão pelos compromissos pessoais me fez mudar de planos.

As dezenove horas me toquei que, apesar de ter trabalhado o dia todo nos estudos e tarefas cotidianas, ainda teria que limpar e arrumar a casa, lavar roupas, fazer academia, fazer compras no super, tomar banho e escrever o texto do dia. É certo que poderia deixar tudo de lado, escolher uma ou outra atividade e neste momento (vinte e uma horas e trinta minutos) estar me preparando pra sair. Mas em meu mundo há algo importante que chamo de prioridades.

Passei pela sexta-feira em plena e total correria. Por volta das nove da manhã, olhava meus emails enquanto tomava café. Das dez ao meio dia trabalhei na leitura de uns textos pra aula de terça da semana que vem. Ao meio dia fiz uma pausa pra fazer o almoço, almoçar e ver o telejornal. As quatorze horas sai pra fazer algumas coisas na rua. Fui aos bancos sacar, fazer depósitos e retirar extratos. Depois passei mais de hora no SUS definindo a retirada de uns medicamentos. Então fui até a rodoviária em uma caminhada rápida, comprar passagem pra viagem do fim de semana. Retornei até o apartamento em que moro em mais uma caminhada de cinquenta minutos. Foram mais de duas horas de caminhada, se somar os minutos fragmentados no total da soma dos percursos isolados. 

Cheguei em casa as dezessete horas. Iniciei a digitação de um artigo das cinco até as dezoito e trinta. Então fiz um chimarrão. Interagi nas redes enquanto clicava novas imagens com o Instagram. Foi então que combinei a possível saída com a amiga virtual. Após a rápida conversa pelo face, fui malhar. Cheguei na academia em alta adrenalina. Foram sete aparelhos, com quatro séries de dez movimentos cada, após um aquecimento de cinco minutos na esteira em pouco mais de trinta minutos. Saí sorridente e brinquei com o instrutor: 'Antes demorava mais de uma hora pra fazer o mesmo treino'.

Resolvi ir no supermercado. Recebi então o torpedo de minha amiga virtual. Mudança de planos de ambos os lados. Ela estava com sono, desejava dormir e perguntava sobre a possibilidade de sair após a meia noite. Enquanto o blogueiro (este que aqui vos fala) ainda precisava fazer compras, limpar a casa, lavar roupas e decidir sobre o que escreveria no texto do dia. Pensei bem e lembrei da necessidade de acordar cedo no sábado pra viajar. Desmarcamos a saída. Fiz o super e vim pra casa.

Enquanto colocava as roupas na máquina e lavava a louça que estava sobre a pia pensei sobre este texto. Contudo, diferente de como está escrito agora. Não imaginava uma narrativa virtual onde sou o autor, narrador e protagonista na pessoa do blogueiro. Lembrei que alguns leitores preferem meus textos quando abuso das citações e referências acadêmicas; Utilizo termos científicos; E abordo assuntos estudados na pós-graduação. Contudo, também lembrei que há uma parcela da população que prefere a linguagem  informal. 

Se, de um lado, há um público intelectualizado que prefere os termos técnicos e o vocabulário científico; Ouve música clássica e vai a teatro. De outro lado há a grande massa; Que gosta de funk, padode e hip hop; Prefere textos mais informais; Utiliza um vocabulário mais usual, com abuso de gírias e termos cotidianos. Sim, a pirigueiti, a thutchuca e as cachorras entraram no vocabulário da massa. E se bobear, segura o tchan pois com o tigrão há uma grande chance de rolar o créu.

Bom, enquanto lavava os primeiros copos da pia e clocava sabão em pó na máquina de lavar roupas, lembrei que na época do pré-vestibular nos ensinaram que uma redação deveria ter introdução, um parágrafo com pontos positivos sobre o tema, outro com pontos negativos e a conclusão. Ao contrário de tudo isto, percebe-se aqui que contornei e fugi do tema várias vezes. Isto seria algo fora da técnica sob os olhos do conservadorismo. Mas, sob o meu ponto de vista (indiscutível por ser pessoal) é a própria técnica.

Mas o que tem a ver o milho com a ervilha, a não ser o fato de ser uma boa combinação ao xis da noite? Sim tudo isto parece confuso. Mas a verdade é que não sabia sobre o que escrever. Como na grande maioria das noites. Se de um lado, o tempo corrido nos traz ao desenvolvimento de pautas repetitivas, de outro, o improviso nos mostra que falar muito e dizer nada quase sempre são a mesma coisa. Além de ser também a saída mais tranquila.

Resumindo, em um parágrafo final nada conclusivo, ainda tenho que limpar a casa. O dia de estudos valeu a pena como de costume. O treino precisa ser mais intenso. A agenda, mais planejada. Meus tempos de boemia inquestionável ficaram nos trinta. Hoje as prioridades são outras. Mas como ainda abro uma exceção em casos raros; Sair a noite ainda pode ser uma opção, desde que rápido; Cedo, com a casa limpa e banho tomado. No mais, o texto do dia está escrito. Vamos à luta. E vamos que vamos ao que realmente interessa. A louça me espera.

J.P.D.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Comunicação Virtual


O contexto da interação midiática nos dias atuais comunga distintos elementos. Podemos destacar a interação mediada, a conexão ubíqua, a construção colaborativa de conteúdo e o desenvolvimento da inteligência coletiva compartilhada e construída em rede. Contudo há outros fatores os quais também merecem nossa atenção.

Emergem inúmeras utopias a respeito do ciberespaço. Alguns pesquisadores pintam a rede como um espaço onde todos podem falar o que querem, como querem e quando desejam. As regras são mínimas. E o direito de resposta é garantido. Contudo, todos estão de olho em tudo. O Céu e a Terra comungam na rede. Estamos sendo vigiados a todo momento.

A partir da visibilidade e do cooperativismo percebemos ações locais e globais nas mídias sociais. A grande massa reunida em torno de afinidades e objetivos comuns. Uma oportunidade que vem na hora certa pra possibilitar a abertura de diálogos onde todos possamos ter o mesmo direito pra expor e debater nossas respectivas ideias, considerações e opiniões, dentro de um contexto global de interação e comunicação.

J.P.D.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Direito de Resposta


A internet trouxe ao modelo comunicacional um poder infinito de resposta. Se antes os ouvintes, telespectadores e leitores, recebiam de forma passiva (sem direito à resposta ou defesa) as mensagens veiculadas no rádio, na televisão e nos impressos, agora temos a possibilidade de interagir, perguntar, responder e comentar conteúdos textuais e audiovisuais. Este é apenas o início de uma revolução sem precedentes capaz de mudar tudo o que conhecíamos até então sobre construção de conteúdo. Neste sentido, sejamos participativos, ativos e interativos no processo da interação, compartilhamento de informação e construção do saber. Conscientes de nosso poder neste processo evolutivo já iniciado.

J.P.D.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mestre


Nas entrevistas da seleção ao mestrado, em meio às perguntas sobre projeto de pesquisa, necessidade de auxilio ao pesquisador bolsista e interesses acadêmicos na área, os mestres e doutores entrevistadores me fizeram a seguinte pergunta: 'Por que queres ser mestre ?'

Acredito hoje, dia dos professores, ser o dia apropriado pra configurar uma resposta mais clara e evidente. É certo que um dos principais motivos que me impulsionam ao estudo e me motivam a ingressar no mundo acadêmico como mestre, é o fato de ter tido ótimos professores durante o ensino médio, fundamental e, sobretudo, na faculdade e pós-graduação. Além do fato de ser filho de mãe professora e orientadora educacional.

A paixão pela aprendizagem e o interesse no conhecimento movimentam minhas ações de estudo. Acredito ser a educação a principal responsável pela formação cultural de um povo. A construção política e social depende, em boa parte, da educação capaz de transformar indivíduos em cidadãos.

Um homem com conhecimento e cultura tem maiores chances de concretizar sonhos e alcançar objetivos. Independente de qual seja o foco profissional. E são os mestres os responsáveis, em parte, por despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento. Quando temos bons mestres se torna mais gostoso e interessante estudar e aprender.

A aprendizagem é contínua e se perpetua por toda a vida. Em alguns é mais intensa e espontânea. Em outros é gradual e constante. De toda forma, aprendemos no dia a dia. Pelas experiências de vida e pelo estudo. E é na atividade de estudo que entram os mestres como facilitadores da aprendizagem.

Cada aluno tem uma forma diferenciada de captar o conhecimento com maior facilidade. Uns preferem aulas expositivas (audiovisuais ou orais). Há os quais preferem o experimento (por a mão na massa). Alguns se apegam a leitura e a pesquisa bibliográfica. Enquanto outros mantém as antenas ligadas por onde andam (aprendendo na observação participante). 

O fato é que alunos e professores foram feitos uns aos outros. Só há alunos se existirem professores. E vice versa. O ensino, o estudo e a aprendizagem juntos, são causa e consequência de uma relação de construção do saber. Ambos, alunos e professores, aprendem mutuamente. Contribuindo assim  na construção do conhecimento e na transformação social da realidade. Hoje, quem ensina, quem estuda e quem aprende, estão de parabéns. E é por estes e outros motivos que venho investindo na educação pra me tornar mestre.

J.P.D.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

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domingo, 13 de outubro de 2013

Sobre os Protestos


No vídeo acima reforço alguns tópicos trabalhados nos textos recentes sobre os protestos de junho deste ano. A narrativa com traços de crônica oral dialógica faz parte da tentativa nos colocarmos ao acesso também daqueles que preferem o formato audiovisual. Gostaria de ter acesso à opinião dos internautas. Assista o vídeo e comente se desejar. 

J.P.D.

sábado, 12 de outubro de 2013

Prossumidores


Os novos autores do ciberespaço encontraram na rede a possibilidade de criar canais pra falar o que pensam. Independente da pretensão de se tornar formadores de opinião. Ou da consciência do poder ilimitado dos emissores no modelo comunicacional. Os produtores de conteúdo da web atual realmente fazem o que fazem porque gostam.

Livres da formalidade técnica, dos modelos e padrões impostos pelos grandes veículos de comunicação. Livres pra decidir sobre qual assunto desenvolver. Livres das pautas prontas, pré-formatadas e impostas pelos grandes veículos e seus respectivos tutores e patrocinadores. 

Os prossumidores redescobriram e reinventaram a internet como uma ferramenta capaz de transformar a realidade e mudar o mundo pra melhor. A liberdade de expressão multiplica a pluralidade de opiniões, ideias, diálogos, caminhos, conceitos e posicionamentos. A internet se tornou um prato cheio na mão dos comunicadores. Cabe a cada um saber aproveitar da melhor forma.

J.P.D.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ousadia pra ir além


A grande maioria das pessoas tem o costume de consumir e seguir ideias prontas. No empreendedorismo seguimos os cases de sucesso e tentamos implementar em nossos negócios para que tenhamos lucro. Na pesquisa acadêmica seguimos os modelos, métodos e técnicas com a finalidade de construir de forma eficiente nossos artigos, teses e ensaios. Na prática esportiva buscamos nos basear pelas técnicas de treino existentes afim de ter o melhor retorno. Nestas e em infinitas outras áreas buscamos exemplos adaptáveis ao nosso contexto. Isto é o normal  e usual. Contudo, podemos ir além disto.

É certo que fugir das regras pode ser um erro. Os métodos estão aí pra facilitar a vida quando implementados em nossas empreitadas. Com a técnica ganhos tempo e temos maiores chances de obter bons resultados. De outra forma, violar as regras ou ir no sentido oposto a elas pode causar danos e prejudicar o bom desempenho.

Apesar de não ser aconselhável quebrar as regras, os grandes visionários da ciência, do esporte e dos empreendimentos, foram aqueles que contestaram os modelos vigentes em suas épocas. Ultrapassando e violando os métodos existentes. Mesmo sabendo que esta é uma forma arriscada de lutar pelo desenvolvimento. Neste contexto, ousemos pensar diferente sempre que possível. Ousemos contestar as regras, desde que bem intencionados.  Ousemos criar novos métodos. Pois,  se nossa ousadia for do bem e estiver inserida no que chamamos de caminho certo, poderemos contribuir na construção de um mundo melhor pra viver.

J.P.D.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Visibilidade


Com o aumento da visibilidade midiática, chegamos ao fim da privacidade da vida privada. Mesmo aqueles que optam por colocar-se de fora da lista de perfis nas mídias sociais, são incluídos, de algum modo, na vitrine virtual. São fotografados, filmados, citados, referenciados e comentados por aqueles que gostam um pouco mais da exposição. Hoje em dia é impossível se esconder completamente. Todos estamos na mídia, independente de ser esta a nossa vontade. E temos de nos acostumar com isto.

J.P.D.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Consequências das Manifestações


Durante as manifestações de junho deste ano, percebemos um desvio de foco. Os protestos inicialmente pacíficos, e inicialmente composto por pessoas que estavam ali pra defender interesses pré-definidos, agregou a massa de vândalos e baderneiros. Causa esta que teve consequências desastrosas aos interesses dos movimentos sociais.

A primeira consequência foi a depredação do patrimônio público. Como monumentos, telefones públicos, lixeiras e sinalização de trânsito. Além de bancos, empresas multinacionais e estabelecimentos comerciais diversos. Como consequência, tivemos  a danificação da imagem dos interesses da massa e dos movimentos participantes.

Como consequência ao ataque às grandes empresas, a confiança dos países estrangeiros (investidores internacionais) no Brasil foi prejudicada. Reduzindo investimentos e desvalorizando o real frente à moedas como o dólar, o euro e a libra. 

O principal prejuízo de tudo isso é que o desconto ilusório de vinte centavos no custo da passagem de ônibus, custou milhões aos cofres públicos. Ora investindo na reconstrução do patrimônio depredado. Ora investindo no enfrentamento dos policiais contra os vândalos e marginais que, consequentemente, se apropriaram de forma maliciosa das manifestações, desvirtuando o foco inicial dos protestos.

Sim; 'Não são apenas vinte centavos'. Agora é muito mais. Pois, se de uma lado os salários permaneceram congelados originando greves como a dos correiros e dos bancários, de outro lado o leite subiu, o pão subiu, a carne subiu, o arroz subiu, o feijão subiu e muitos outros produtos. Agora encontramos um custo maior frente aos pequenos ganhos pelos quais tanto lutamos nestas manifestações. Precisamos rever nossas posições rebeldes de protesto. Contudo livres do silêncio. Pois agora precisamos reivindicar cada centavo retirado do bolso dos trabalhadores nesta racional, mas também inconsequente, forma de lutar pelo que é nosso.

J.P.D.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Entendendo o Estudo


Na pós-graduação acadêmica aprendemos e somos treinados a dominar a técnica da pesquisa. Estudamos autores de distintas escolas a fim de enriquecer nosso trabalho em artigos acadêmicos, monografias, teses e dissertações. Em meio a esta formação científica me pergunto: 'Mas o que é estudo?'

O estudo pode ser definido de várias formas. E vai além da leitura e pesquisas científicas formatadas pela técnica. A vivência e a experiência cotidiana é uma forma de estudo. Assim como o estudo é uma forma de trabalho.

Quando permanecemos atentos aos fenômenos da natureza, cada ato é um ato de estudo. mesmo quando orientado pelo subconsciente. Quando empenhados na construção de algo, estamos desenvolvendo uma forma de trabalho.

Desta forma, toda atividade, quando investida dentro de um objetivo ou foco determinado se torna aprendizagem e desenvolvimento. Tanto na educação quanto no mercado profissional.

Do mesmo modo, até mesmo as atividades comuns do dia-a-dia, como navegar nas redes sociais, assistir televisão, jogar videogames, interagir em conexão coletiva, formar e influenciar a opinião, se tornam formas de estudo e consequente aprimoramento profissional.

Da mesma forma podem ser enquadradas as diferentes formas de interação interpessoal. Assim sendo, realizar as atividades cotidianas com foco e determinação é uma forma de estudo e trabalho. 

Neste sentido, é interessante que sejamos alertas e despertos em cada atividade, para que assim possamos colher de forma natural a aprendizagem pelo estudo e pelo trabalho, produzindo o desenvolvimento profissional e pessoal. Eis uma forma interessante de entender o estudo.

J.P.D.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Amadurecimento


Com os protestos de junho deste ano percebemos o interesse de um grupo seleto de brasileiros em mudar alguns pontos importantes na sociedade. Notamos a facilidade de mobilização e ciberativismo. Encontros e mobilizações marcadas pela internet facilitaram os primeiros movimentos. Contudo, percebemos também o desvirtuamento de alguns participantes quando as mobilizações se transformaram em baderna, vandalismo e tumulto. Isso tudo mostra que há certas contradições no amadurecimento político no Brasil. A maturidade e a imaturidade convivem, ora de forma pacífica, ora de forma conturbada, em meio ao povo brasileiro.

Em Porto Alegre, ao contrário do que muitos pensam, os protestos só ganharam força depois da mobilização contra o corte de árvores, pela prefeitura, em centros públicos. Neste contexto, os grupos e indivíduos manifestantes aproveitaram pra investir no tema do primeiro protesto, ocorrido uma semana antes. No caso, o possível aumento no valor das passagens de ônibus.

Contentes, ou descontentes, com o cancelamento do aumento das passagens, os manifestantes protestaram mais uma vez. Foi então a vez do protesto pela redução do valor vigente. Após conseguirem a redução do valor das passagens, iniciou-se outro movimento. O movimento Passe Livre.

É certo e verdadeiro que muitos outros temas foram postos em pauta. A questão do aborto, do casamento homossexual, da descriminalização das drogas, da corrupção e da impunidade. Assim como a definição da mobilização e das ações como não-partidárias. 

A internet teve papel importante nestas manifestações. Os grupos combinaram ações pelos sites de redes sociais. Como Facebook e Twitter, principalmente. Da mesma forma, o compartilhamento de vídeos e fotos na rede possibilitou uma cobertura alternativa e em massa. Em grande parte das vezes, em tempo real. YouTube, Flickr, Instagram e muitas outras plataformas virtuais, transbordaram conteúdo audiovisual e textual.

Com estes episódios podemos tirar algumas conclusões prévias. Primeiro: A massa é heterogênea. Há pessoas bem intencionadas que sabem o que querem; Há pessoas bem intencionada que não sabem o que querem. E há pessoas mal intencionadas. Segundo: A internet é uma ferramenta neutra e perigosa. Pode ser usada com fins pacíficos e construtivos ou fins violentos e de destruição.

Pra finalizar observamos a multiplicidade de opiniões. Muitas vezes diversas e opostas. Episódios registrados como o da famosa fotografia dos dois cartazes lado a lado. Um pró aborto e outro contra o aborto. Além da ignorância visível  não só em boa parte da massa (me refiro à parcela de participantes que não sabiam porque estavam ali), mas principalmente em casos como a colocação inoportuna de autoridades governamentais, como o caso referente ao que seria a 'cura gay'. De fato estamos amadurecendo e ainda temos muito a amadurecer.

J.P.D.

sábado, 5 de outubro de 2013

Projetos


Durante a batalha cotidiana é natural que nos sintamos mais motivados em situações específicas. Há certas atividades que nos motivam mais. Alguns hábitos nos proporcionam mais alegria pra seguir em frente. De algum modo, cada um encontra, em algo específico, o combustível à própria jornada. A prática de esportes, os relacionamentos e a atividade profissional podem ser objetivos e combustíveis ao mesmo tempo. O importante é que busquemos atividades saudáveis e construtivas. E, sobretudo, cultivemos hábitos que nos impulsionem a investir, cada vez mais, nossos esforços em nossos projetos.

J.P.D. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vamos Que Vamos


Poderia lhe chamar à luta e dizer: 'Vem e segue-me'. Mas hoje, neste pequeno parágrafo lhes convido de outra forma. Pra que sigamos em frente. Vamos irmãos. Vamos em frente. Está na hora de lutar por nossos ideais assumindo nosso compromisso com a construção de um mundo melhor. Está na hora de levantarmos nosso estandarte às alturas. Está na hora de cravar nossa bandeira o demarcar os territórios a nós designados. Esta na hora de assumir nossas posições. Nos responsabilizando em cada decisão e escolha. Está na hora de nos colocarmos na posição de agentes transformadores. Nos tornando, cada vez mais, responsáveis pelo bem comum e pelo progresso coletivo.  Está na hora de sermos inclusivos com os quais um dia foram deixados de fora. Está na hora de transpormos alguns obstáculos. Está na hora de entoar o canto novo que tanto sonhamos. Vamos irmãos. Vamos em frente. Vamos pra frente. Desde já, agora e sempre.

J.P.D.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mestre Empreendedor


Certo dia chegou um comerciante e perguntou ao Mestre Empreendedor: 'Por que, mesmo sendo idealizador de ideias grandiosas, o senhor insiste em primeiramente investir nas pequenas ideias?'

O Mestre Empreendedor respondeu ao comerciante: 'Imagine uma situação. Convido alguns amigos pra fazer um piquenique. Levo alguns sanduíches. Colocamos um pano sobre a grama. Coloco os sanduíches sobre uma bandeja. Me retiro por alguns minutos pra atender o telefone. Retorno e vejo que os sanduíches sumiram do prato. Então lhe pergunto: Acreditas que eu deveria convidar os mesmos amigos pra um banquete ou churrascada. Ou deveria convidar pessoas mais confiáveis?'

O comerciante respondeu: 'Certamente, pessoas mais confiáveis devem ter a prioridade na participação do banquete'. 

O Mestre Empreendedor concluiu: 'Agora você entende porque insisto em tentar prosperar primeiramente com as ideias mais simples'.

J.P.D.

Salve-se quem puder


Estava conversando com um amigo de 40 anos, o qual me falava sobre seu filho de 18, usuário de maconha e frequentador da noite de Porto Alegre. Me falou estar preocupado com a juventude. O jovem, antes calmo e tranquilo, agora havia se tornado um rebelde sem causa. Desleixado com as tarefas cotidianas, some todo fim de semana pra curtir a bebedeira com os camaradas. 

Meu amigo, ex hippie punk, me perguntou qual conselho daria a ele pra ajudar seu filho. Perguntei se ele ainda usava alguma coisa. Me respondeu que eventualmente bebia com amigos, torcendo pelo seu time, ao assistir jogos pela televisão. E eventualmente compartilhava o álcool com o jovem. 

Retratei a ele a posição dos psiquiatras, e Narcóticos Anônimos, sobre a recuperação de dependentes químicos (usuários de drogas). Ambos concordam que a recuperação requer um esforço de toda a família. E que as chances de sucesso no tratamento são superiormente maiores quando há mobilização total e abstinência de álcool.

Então lhe respondi. 'Quer um conselho? Tome guaraná nos jogos de futebol e brinde o ano novo com uma bebida sem álcool. Suas chances de recuperar seu guri serão infinitamente maiores'.

Ele me agradeceu, com um ar de que não lhe havia convencido. E um certo tom de culpa em seus olhos, por participar de algum modo da inserção do filho no mundo das drogas a partir do consumo de álcool.

Apesar desta 'estória' ter sido adaptada de sua 'história' real, mostrei este texto ao meu amigo. O qual me permitiu divulgar aqui. Histórias como esta são comuns nos dias de hoje. E muitas vezes, os pais não tem consciência de suas participações na construção dos fatos.

Muitos se preocupam com o tráfico. Com os ambientes perigosos. Com as amizades conturbadas. E apesar de tudo isso ter total influência, esquecem de que os principais legitimadores são aqueles que compartilham com o jovem o vinho da páscoa, a cerveja do futebol e o champagne do réveillon. Uma realidade difícil de aceitar e entender. De outra forma, o fator chave a ser mudado para que mais jovens se salvem do vício.

J.P.D.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Seguindo em frente


Há um momento na caminhada o qual refletimos sobre a importância de nossos feitos. E quando ainda há muito a ser feito, é natural que nos foquemos no presente, passado e futuro a fim de analisar minuciosamente, compreender e aprender em cada experiência. 

Cada lembrança e desejo impulsionam nosso empenho em seguir a jornada. Assim sendo, seguimos passo a passo, degrau a degrau, dia após dia, minuto a minuto, segundo a segundo, construindo a realidade e o mundo em que vivemos.

A maturidade nos traz a consciência e a luta, as conquistas. Conquistas estas multiplicadas com quem participa de nosso êxito. Enfim, entendemos o sentido da batalha cotidiana, do caminho escolhido, das leis do universo e da própria existência. E tudo pra fortalecer nossa real essência.

J.P.D.